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BRASIL | COVID-19

MS divulga novidades para a vacinação contra a covid-19 no próximo ano
Entre as principais mudanças estão a vacinação heteróloga, ou seja, a aplicação de vacinas diferentes na mesma pessoa e o uso exclusivo de imunizantes com aval definitivo da Anvisa


Foto Reprodução - MS divulga novidades para a vacinação contra a covid-19 no próximo ano

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fala sobre quais serão as abordagens do governo federal em relação à vacinação contra covid-19 para o ano de 2022Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


O Ministério da Saúde divulgou, nesta sexta-feira, 8, alguns detalhes sobre os planos de vacinação contra a covid-19 para o ano que vem. Além de prever 354 milhões de doses de imunizantes disponíveis, o ministro Marcelo Queiroga informou que o grupo de pessoas entre 18 e 60 anos devem receber uma dose, enquanto os maiores de 60 anos e imunossuprimidos devem receber duas. Ao todo, a pasta prevê um investimento de R$ 11 bilhões na campanha de vacinação que, segundo Queiroga, é a maior da história do país. 

Outros pontos também foram estabelecidos, como: a vacinação por faixa etária decrescente, ao invés de determinar grupos de risco, a aplicação dessa dose seis meses depois de ter feito a imunização completa em 2021 ou ter tomado a dose de reforço e, se houver ampliação, duas doses para novos públicos (crianças e adolescentes). A pasta determinou, ainda, que serão usadas somente vacinas com autorização definitiva dada pela Anvisa, o que exclui a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, além da vacinação heteróloga, na qual cada vacinado recebe um imunizante diferente do aplicado anteriormente.

Durante a entrevista coletiva, Queiroga disse ver um cenário positivo para a pandemia no Brasil, afirmou que a campanha de vacinação do ano que vem será eficiente e que 2022 será marcado pelo "fim da pandemia". O ministro também acrescentou que pode considerar o uso da Coronavac na vacinação do ano que vem caso o Instituto Butantan consiga o registro definitivo da vacina junto à Anvisa. Atualmente, o imunizante tem registro para uso emergencial e a avaliação no ministério é que o Butantan tem demorado a fazer o pedido, diferentemente da Pfizer e da Astrazeneca, que já tem registro final.

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